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15 setembro 2011

Parceria entre Renault e Daimler terá frutos no Brasil

Novo Classe B dará origem a outros cinco carros; Versão utilitária poderá ser feita por aqui

Mercedes-Benz
A plataforma do novo Classe B dará origem a outros cinco carros dentro do grupo alemão
Em abril do ano passado, os grupos Renault-Nissan e Daimler anunciaram uma parceria estratégica para o compartilhamento de plataformas, motores e tecnologias que teria como conseqüência a redução de custos. Hoje, os executivos dos grupos se reuniram para divulgar os primeiros resultados do trabalho conjunto.

Basicamente, há três projetos em andamento: o desenvolvimento de um carro pequeno, de um comercial leve e o intercâmbio de motores. A primeira dessas três iniciativas se refletirá no lançamento de dois modelos compactos sobre a mesma plataforma em 2014. A Renault apresentou o novo visual do Twingo europeu agora no Salão de Frankfurt. Mas já projeta a nova geração, que dividirá sua plataforma com o Smart Forfour. Ambos serão 100% elétricos. “A Renault tem know-how nesse tipo de propulsão”, disse Carlos Ghosn, presidente da Nissan/Renault.

Outro modelo já anunciado é o compacto premium da Infiniti, divisão de luxo da Nissan. Ele também será lançado em 2014 e será montador sobre a mesma, e nova, plataforma do Classe B – revelado nessa edição do Salão de Frankfurt e com previsão de chegada ao Brasil em 2012 por cerca de R$ 100 mil, já com controle ativo de colisão que atua acima dos 30 km/h.


Newspress
Novo Classe A apareceu na mostra de Frankfurt como conceito e chega ao Brasil em 2013
Em relação aos motores, a Nissan vai fornecer blocos V6 para a Daimler, enquanto a alemã vai “emprestar” seus propulsores de três e quatro cilindros para a Renault-Nissan.

A partir dessa informação, podemos ir um pouco além dos anúncios oficiais. A plataforma do novo Classe B dará origem a outros cinco carros dentro do grupo alemão: um cupê, um sedã e um utilitário, além do novo Classe A – que aparece na mostra de Frankfurt como conceito e chega ao Brasil em 2013. Com a notícia sobre motores, fontes ligadas às montadoras confirmaram que existe a possibilidade de o novo Classe A já se valer de motores quatro-cilindros da Daimler. E durante a coletiva de imprensa, Dieter Zetsche, presidente da Mercedes, disse que o modelo terá propulsores menores.

Brasil

No Brasil, a Renault já confirmou que vai precisar ampliar sua capacidade produtiva ao criar uma nova fábrica ou ampliar a que já tem. A Daimler, por sua vez, tem duas fábricas: uma em São Bernardo do Campo (SP) e outra em Juiz de Fora (MG). A unidade paulista teve sua produção de caminhões recentemente ampliada de 65 mil para 75 mil. “Só que ela está sobrecarregada e não dá mais para expandir as linhas de produção. Por isso, já tomamos a decisão de usar a fábrica de Minas para fazer, também, caminhões. Serão os modelos Actros e Accelo”, disse Mário Lafite, diretor de comunicação da Mercedes do Brasil.
Newspress
O espaço da fábrica está sendo todo ampliado. E ai, cabe um raciocínio simples: uma linha de montagem de carros de passeio não pode receber caminhões. Mas uma que faz caminhões pode comportar qualquer tipo de veículo, inclusive um utilitário, certo? Assim, não seria surpresa se o utilitário que será feito sobre a nova plataforma do Classe B fosse produzido aqui no Brasil. No Salão de Genebra do ano passado, o vice-presidente de marketing de produto da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, disse a Autoesporte que havia a possibilidade de uma das carrocerias da nova gama de compactos ser feita aqui.

Ainda sobre a cooperação Renault-Nissan-Daimler, os executivos afirmaram que a parceria não tem limites. “Tudo está em estudo e poderá ser feito desde que haja benefícios para as duas empresas. Além disso, vamos trabalhar para que não haja sobreposição dos grupos em nenhuma área”, disse Ghosn.
Mercedes-Benz
A Renault apresentou o visual do Twingo, mas já projeta a nova geração, que dividirá sua plataforma com o Smart Forfour

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