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As velas de ignição iniciam o processo de queima do combustível ao provocarem uma faísca de alta tensão entre dois eletrodos. Ao entrar em contato com a mistura ar-combustível presente dentro da câmara de combustão, a faísca causa uma explosão controlada, empurrando o pistão para o outro extremo do cilindro.
As velas a laser têm, entre várias vantagens, a capacidade de provocar a queima de misturas contendo um teor de ar mais elevado, reduzindo assim as emissões de óxidos de nitrogênio, gases que provocam névoa e chuvas ácidas.
Outra vantagem é poder iniciar a explosão numa área posicionada mais ao centro da câmara de combustão, em vez de apenas num ponto concentrado no topo, como ocorre com as velas convencionais. Dessa forma, o calor da combustão é melhor distribuído, com uma velocidade de propagação até três vezes maior do que no sistema tradicional.
As velas a laser podem, também, permitir uma regulagem mais fina do motor, já que pulsam em nanossegundos, enquanto as de faísca necessitam de milésimos de segundo para entrarem em ação.
As velas laser em desenvolvimento projetam dois feixes de raios simultâneos, capazes de iniciar a combustão em duas áreas diferentes do cilindro simultaneamente, permitindo uma queima mais completa do combustível. O sistema de ignição a laser ainda está em fase de testes e ainda não foi experimentado num automóvel. Os cientistas estão negociando com uma grande fabricante de velas de ignição e com a Denso, uma das maiores produtoras mundiais de peças e componentes para automóveis.
Fonte: www.autoestrada.uol.com.br
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