Seleção de fotos mostra singularidades do hatch "piracicabano"
Texto e fotos: Diogo de Oliveira
Primeiro carro nacional da Hyundai, o compacto HB20 tem no design "escultura fluida" um de seus pontos fortes
A
Hyundai sabia que, no segmento de compactos populares, motores flex são
itens quase obrigatórios. Pois bem, o HB20 estreia no mercado
brasileiro com opções 1.0 e 1.6 litro bicombustíveis. Detalhe: ambos os
motores possuem blocos feitos em alumínio e duplo comando variável de
válvulas, chegando um passo à frente da concorrência. No caso da versão
1.6, haverá ainda opção de câmbio automático de quatro marchas, que não
inova na quantidade de relações, mas garante novamente uma vantagem
sobre a concorrência, já que a transmissão automática adiciona
interessantes R$ 3.000 ao preço.
Para
a estreia nacional, o HB20 poderá ter rodas de liga leve de 14 e 15
polegadas, muito apreciadas pelo público brasileiro. Os conjuntos de aro
14 calçam com pneus 175/70 e serão oferecidos nas versões 1.0 e 1.6
Comfort Style. Já os de aro 15 com pneus 185/60 (acima) serão restritos à
configuração top 1.6 Premium, disponível com câmbios manual (R$ 44.995)
e automático (R$ 47.995). Modelos mais básicos (Comfort e Comfort Plus)
usarão rodas de ferro aro 14 cobertas com calotas.
As
portas do HB20 serão diferentes dependendo da versão. A imagem acima
mostra a versão 1.6 Premium, com revestimento em tecido cinza (o mesmo
que cobre os bancos) e comandos elétricos para os vidros. A comodidade é
oferecida a partir da configuração Comfort Plus (R$ 33.995). A
curiosidade (ou melhor, estranheza) fica no fato de o comando por um
toque, exclusivo para o motorista, funcionar apenas para baixar o vidro.
Na versão "de entrada" Comfort, não há acionamento elétrico – abertura e
fechamento das janelas serão à moda antiga, por meio de manivelas.
Um
dos principais destaques do painel do HB20 é o quadro de instrumentos
retroluminescente (que se mantém aceso de forma permanente, mesmo com os
faróis apagados). O cluster transmite modernidade e requinte, oferece
uma leitura muito simples e agradável e traz uma pequena tela de cristal
líquido ao centro onde aparecem as informações do computador de bordo,
entre outros dados, como o nível de combustível e a temperatura do óleo
do motor.
Único
opcional disponível no HB20, o sistema de áudio Hyundai é inteligente,
prático e só fica devendo a conexão por Bluetooth, cada vez mais comum
entre os sons dos carros. Embora a ausência do recurso seja estranha, o
som oferece entradas auxiliar e USB (no compartimento à frente da
alavanca do câmbio) e comandos no volante. Como se pode notar na foto, o
rádio fácil de se operar. Mas os alto-falantes ficam devendo em
potência e qualidade sonora – nesse primeiro contato, as caixas
pareceram limitadas.
Nesse
primeiro momento, o HB20 terá apenas ar-condicionado analógico, o que
pode ser considerado pobre para um modelo que invade o segmento
dos compactos mais chiques, como Citroën C3 e Fiat Punto – a versão top
1.6 Premium automática do Hyundai sai por R$ 47.995. A montadora
sul-coreana, no entanto, exalta que o sistema conta com um filtro
purificador (Cluster Ionizer) que remove odores diversos.
As
entradas auxiliar e USB do sistema de som do HB20 ficam no
compartimento logo à frente da alavanca do câmbio, com acesso fácil e
uma interessantíssima tampa corrediça que cobre o nicho. O porta-objeto
também oferece uma tomada de 12 Volts e é amplo, podendo receber
carteiras, celulares smartphones maiores e diversos outros itens de uso
pessoal.
As
versões Comfort Style e Premium vêm de série com porta-óculos
(revestido em feltro por dentro) e luzes individuais de leitura no teto.
O mesmo cluster também integra os sensores do alarme periférico,
instalado de fábrica. Já os para-sóis do motorista e do passageiro
trazem espelhos enormes (os maiores que já vi em compactos), com luzes
independentes – o que deve atrair a atenção especialmente das mulheres.
O
porta-malas de 300 litros (declarados pela Hyundai) não farão do HB20 o
líder do segmento nesse aspecto – Renault Sandero e os
futuros Chevrolet Onix e Toyota Etios devem ter compartimentos maiores.
Contudo, o bagageiro do HB20 é de fato espaçoso e impressiona à primeira
vista. Seu vão de acesso é bastante amplo.
O
HB20 estreia como o primeiro carro nacional a oferecer um moderno motor
1.0 litro de três cilindros. Compacto e leve, o bloco é inteiro feito
de alumínio e, embora tenha um cilindro a menos que os motores da
concorrência, oferece boa potência de 80 cv a elevados 6.200 rpm, além
de um torque satisfatório de 10,2 kgfm a 4.500 giros – ambos com etanol.
Fonte: Autoesporte
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