As teorias de marketing comprovam que todo produto tem um ciclo de vida. Depois de seu lançamento ele sofre uma forte curva de crescimento, atinge a maturidade, depois entra em declínio. Isso pode ser revertido com mudanças, mas logo entrará em declínio novamente e o ciclo se repete até chegar ao fim.
Isso pode acontecer antes do produto ser lançado? Quando essa teoria foi desenvolvida não, mas hoje o mercado mostra que não é bem assim. Em 2003 a Fiat lançou o Stilo e revolucionou o mercado de hatches médios se diferenciando dos então líderes Golf e Astra. O sucesso do carro e a boa aceitação do face lift fez com que a Fiat retardasse o lançamento do aguardado Bravo.
Quando se iniciaram os rumores do lançamento do Bravo o modelo imediatamente se tornou um dos mais aguardados, mas aí a montadora, vendo as boas vendas de um projeto pago, ficava relutando em encarar um novo investimento e protelou o quanto pode. O Bravo só chegou no final de 2010 e ainda não explodiu em vendas.
Ele quer supera o jurássico Astra e atualmente é o 5º modelo em vendas no segmento. O comportamento comercial do Bravo é o mesmo de um produto em maturidade de mercado e não em lançamento.
Seria esse um caso isolado?
Talvez não. A looonga demora no lançamento do Peugeot 308 pode conferir ao modelo o mesmo destaque negativo. O mercado o aguardou durante muito tempo, e por isso talvez quando chegue não seja tão novo assim. A PSA precisa agir rápido se quiser roubar alguns consumidores do i30 que nada de braçadas… ou vai esperar um novo i30?
A Honda pode correr o mesmo risco com o Civic, mas já percebe-se a movimentação da montadora em manter o modelo atualizado. Item que a Toyota já aprendeu, atualizando o Corolla “on line” com demais mercados, consolidando ainda mais sua liderança.
A velocidade do mercado hoje é muito grande. Os modelos chegam com data pra sair, sendo assim, quanto mais ele demora a chegar, menor será seu volume de vendas no lançamento, mais curta será sua maturidade e precoce seu declínio.
Fonte: http://www.noticiasautomotivas.com.br/ Por Luiz França
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