Empresa de goiânia usa criatividade a serviço da segurança
Segurança
na prática: Motris orienta motoristas a reagir às diversas situações de
trânisto com exercícios criativos e simuladores
Françoise Terzian // Fotos: Cristiano Borges
Dirigir
de forma segura e econômica é o desejo da maioria dos motoristas. A
realidade, contudo, mostra o contrário, e foi a partir da observação do
que acontece nas ruas e estradas brasileiras que a empresa goiana Motris
conquistou grandes clientes, como Petrobras, Coca-Cola, Castrol, Anglo
American, SBT (Programa da Eliana), PUC-Goiás e Consórcio Santo Antônio.
Fundada em 2008, de carona no aumento da demanda brasileira por educação no trânsito, direção defensiva e condução econômica, a Motris atende por volta de 20 clientes dos setores público e privado que buscam cursos de aperfeiçoamento de condutores já habilitados nas categorias A a E. O objetivo é aprimorar o conhecimento em modalidades como condução 4x4, condução segura, condução econômica e condução pesada.
O negócio, criado pelos professores Jamil de Jesus e Cícero Romão Alves Paiva, faturou R$ 170 mil no ano passado. Quando precisam de mais braços, eles convocam alguns profissionais com formação em instrução veicular em caráter de freelance. Dessa forma, evitam assumir gastos mensais e gerar passivos para a empresa. Com colaboradores eventuais, conseguem flexibilidade diante do surgimento imediato de novas demandas.
O mais recente contrato da Motris foi assinado com a Tropical Bio Energia, do Grupo BP, que demandou cursos de direção defensiva (teórica e prática) para seus motoristas de veículos leves e pesados de canaviais, incluindo o uso do simulador de capotamento e derrapagem.
Esse equipamento, garante Paiva, é o único em operação no Brasil. O protótipo consiste em um habitáculo de um Gol G3 ano 2000 de cinco lugares, montado sobre um reboque em uma estrutura específica. Por ação de um motor elétrico, ele proporciona um movimento de 360 graus em torno de um eixo, transmitindo deste modo uma dinâmica semelhante à de um capotamento. “Só que de forma controlada”, avisa Paiva. Por meio dele, os intrutores ensinam como sair de carros capotados sem se machucar ainda mais. “Antes de soltar o cinto, o ocupante tem de saber como se posicionar para não cair de cabeça ou sobre outro passageiro”, explica Paiva.
Protótipo simula capotamento de forma controlada
Em paralelo, os sócios estão debruçados sobre um novo simulador, dessa vez de airbag e colisão, em fase inicial de desenvolvimento. O equipamento não usará veículos, mas uma estrutura externa que visa levar o motorista, protegido por cinto de segurança, a sentir o impacto de uma batida. Ainda não há previsão de lançamento.
Instrutores orientam motoristas a sair do carro sem se machucar mais
Jamil de Jesus e Cícero Romão Alves Paiva são criadores do negócio
Motoristas com traumas causados pela direção também são alvos da Motris, que criou um programa chamado Síndrome de Garagem. Seu objetivo é reintroduzir o aluno no trânsito, ajudando-o a dirigir diante de qualquer circunstância e em qualquer lugar, como na cidade, na rodovia e no campo. O curso também foca em pontos que apavoram alguns motoristas, como estacionar em shoppings, supermercados e entre carros. O intuito, explica Paiva, é devolver a autonomia ao volante.
Já para as mulheres, a Motris desenvolveu o Thé Avec Machine (chá com máquina). A partir de um momento de descontração e interação, a Motris criou um curso só para mulheres com aulas de mecânica básica e noções de direção preventiva, para evitar assaltos e sequestros.
Fonte: Autoesporte
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