Novas e "democráticas" plataformas podem ser usadas por modelos de diferentes segmentos
Por Paulo Campo Grande | Ilustração: JapsSaindo na frente, a VW vai aplicar essa tecnologia na próxima geração do Golf e do Audi A3 (este apresentado no mês passado, no Salão de Genebra), enquanto a Nissan tem planos para 2013.
O simples compartilhamento de componentes, como vinha sendo feito, já não era suficiente para satisfazer as demandas cada vez maiores por segurança, eficiência energética e preservação do meio ambiente. Os limites são de investimentos e de tempo. As novas plataformas modulares democratizam a possibilidade de oferta de novas tecnologias em todas as faixas do mercado e não somente nos modelos mais caros.
UM POR TODOS, TODOS POR UM
O novo Audi já usa a plataforma MQB.
A Nissan batizou suas plataformas com a sigla CMF, do inglês Common Module Family, enquanto a VW as identifica usando siglas em alemão. MQB (Modularen Querbaukasten), MLB (Modularen Längsbaukasten) e MSB (Modularen Standardbaukasten) terão estruturas que serão compartilhadas por todas as marcas do grupo.
MQB ( veículos com motores transversais) - servirá a carros VW como Polo, Beetle, Golf, Scirocco, Jetta, Tiguan, Touran, Sharan, Passat e CC, além dos modelos correspondents das marcas Audi, Skoda e Seat.
MLB (motores longitudinais da Audi) - A4, A5, A6, A7 Sportback, A8, Q5.
MSB (SUVs, esportivos e sedãs de alto luxo) - VW Touareg, Audi Q7, Porsche Cayenne e Panamera, Bentley Continental, Mulsanne e SUV e um Lamborghini, ainda inédito. Os pequenos VW Up!, Seat Mii e Skoda Citigo vão compartilhar uma plataforma batizada de NSF (New Small Family), que não é modular.
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