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05 agosto 2011

Vendas de veículos novos desaceleram

Volume de emplacamentos se manteve estável em julho, com avanço de 0,6%

Toyota
Entre janeiro e julho de 2011 as fábricas de veículos no Brasil já produziram 2,02 milhões de unidades
A Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou nesta quinta-feira (4) o balanço da indústria automobilística brasileira no mês de julho. E os números confirmaram o que informou a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos) no início da semana (leia aqui). A produção segue ligeiramente aquecida, mas as vendas em relação a junho se mantiveram estáveis, com avanço tímido de 0,6%.
De acordo com a entidade, foram produzidos 307,2 mil veículos no último mês, somando automóveis e comerciais leves. Frente a junho (295,6 mil unidades) o crescimento foi de 3,9%. Já na comparação de julhos (2010 e 2011), foi registrado um aumento de 5,7% no total de modelos entregues. E no acumulado de janeiro a julho, a indústria avançou 4,5%, passando de 1,93 milhão (2010) para 2,02 milhões de modelos produzidos em 2011.

   Reprodução
Vendas no ano avançaram 8,6%
Com o licenciamento, os números – ao menos no acumulado – foram mais promissores.
Na comparação com junho (304,3 mil unidades), o volume praticamente estacionou, com 306,2 mil modelos negociados e avanço ínfimo de 0,6%. A comparação de julhos (2010 e 2011) também seguiu “empatada”, com crescimento de 1,3%. Mas no acumulado de janeiro a julho desse ano (2,04 milhões), o avanço foi de representativos 8,6% em relação às 1,88 milhão de unidades emplacadas no mesmo período de 2010.
Cledorvino Bellini, presidente da associação, afirmou que as previsões para o fechamento de licenciamentos e produção em 2011 não sofrerão alterações. A entidade mantém a projeção de 5% de crescimento do mercado interno, uma queda de 3,4% na exportação e um acréscimo de 1,1% na produção.Cledorvino Bellini, presidente da associação, afirmou que as previsões para o fechamento de licenciamentos e produção em 2011 não sofrerão alterações. A entidade mantém a projeção de 5% de crescimento do mercado interno, uma queda de 3,4% na exportação e um acréscimo de 1,1% na produção.

Novas regras de IPI
Em relação ao pronunciamento feito ontem pela Receita Federal sobre a redução do IPI (veja aqui), a Anfavea disse ainda não ter muitos detalhes. A informação de que os veículos fabricados no Brasil terão desconto no IPI já está confirmada, mas as reuniões entre a associação e o governo para acertar o índice de redução do imposto deve começar daqui a 15 dias.
A entidade informou apenas que o desconto será convertido somente para as montadoras, não chegando ao consumidor, já que a redução do imposto terá a intenção de dar um estimulo ao investimento de tecnologia para os veículos fabricados no Brasil. Segundo a associação, futuramente esse desconto pode resultar em carros mais tecnológicos, mais baratos, ou ambas as características.
Além da desoneração do IPI, o governo ainda investirá em uma concessão de linha de crédito para capital de giro, a fim de beneficiar o setor de autopeças. As medidas vêm ao encontro do plano de competitividade apresentado pela Anfavea ao governo. “Precisamos estimular a inovação tecnológica e a produção nacional. A ação vai valorizar cada vez mais os produtos nacionais”, declarou Bellini. “Como vai funcionar, o governo ainda está estudando. Na realidade, a medida vai fazer um regime especial para aquelas empresas que atenderem os requisitos que não foram definidos ainda”.
Sobre as montadoras chinesas que vão se instalar no Brasil, como a Chery e a JAC, Bellini respondeu que dará suporte. “Queremos uma produção local. Daremos apoio a quem vier produzir aqui”, afirmou.
Fonte: Autonews

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