Alíquota terá redução de acordo com motores; confira a tabela
Diogo de Oliveira e Alberto Cataldi
Além do abatimento no IPI para carros e comerciais leves (nacionais e importados), o ministro Guido Mantega também anunciou redução de 2,5% para 1,5% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tarifa que incide sobre operações de crédito de pessoas físicas, como financiamentos. O desconto no IOF não tem prazo de validade. Para completar, o governo liberou de parte dos depósitos compulsórios – a "grana" depositada pelos bancos junto ao Banco Central, como salvaguarda dos negócios e controle da inflação.
Nacionais mais beneficiados que importados
O cenário de recessão que se formou entre janeiro e abril de 2012 teve como um dos pivôs o aumento do IPI, que está afetando fortemente o mercado de importados neste início de ano. A "blindagem" criada pelo governo brasileiro tirou dos modelos vindos de fora do eixo Mercosul-México a competitividade de preços, e fez com que marcas como as coreanas Hyundai e Kia Motors, e as chinesas Chery e JAC Motors, vissem suas vendas despencarem no período. Para estas, esse novo desconto IPI – válido até agosto – vai ajudar pouco.
Sul-coreano Kia Picanto 1.0 flex terá desconto de 7% no IPI, mas seguirá sobretaxado com os 30 pp
Já os veículos com motores até 2.0 litros terão descontos no IPI de 5,5% e 6,5% nas categorias flex e gasolina, respectivamente. Nos bicombustíveis, o imposto cai de 11% para 5,5% e de 41% (com os 30 pp) para 35,5%. Nos que bebem apenas o combustível fóssil, a redução será de 13% para 6,5% e de 43% (com os 30 pp) para 36,5%. Segundo o ministro, esse sistema estabelece vantagens para modelos "nacionais ou que possuem maior conteúdo reginal". Para compensar, as fábricas se prontificaram a não demitir no período.
Carros populares nacionais, como o Volkswagen Gol (foto), ficarão isentos do IPI nas versões com motores 1.0
Fonte: Autoesporte
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