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14 março 2012

Pedágio por trecho percorrido será adotado em SP

Mais de 2,5 milhões de motoristas terão que trocar seus aparelhos do atual sistema Sem Parar


   Divulgação
Novos sensores serão instalados em estruturas em formato de arco sobre a pista
A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) divulgou hoje as primeiras informações sobre o novo sistema de cobrança de pedágio que será adotado nas rodovias paulistas. O novo projeto permite que o motorista pague apenas pelo trecho percorrido, já que pórticos (espécie de sensor em arco) serão instalados ao longo das vias e debitarão da conta registrada apenas o valor referente àquele espaço.
À princípio, o sistema Ponto a Ponto estará em fase de testes a partir de abril na rodovia SP-75, que liga Campinas a Indaiatuba. Os motoristas que já possuem tags do sistema Sem Parar devem substituí-las por novos equipamentos entre 1º de janeiro de 2013 e 7 de novembro de 2014. Segundo estimativas, mais de 2,5 milhões de aparelhos estão atualmente em uso e devem ser trocados sem custo adicional.

Na primeira fase do projeto, serão instalados 9 pórticos em cada lado da rodovia entre as cidades de Itu e Campinas. Os valores cobrados variam de R$ 0,70 (na altura do km 38.200, em Salto) a R$ 2,50 (valor cobrado no primeiro pórtico, na altura do km 25.750, em Itu).


   Divulgação
Tag será oferecida gratuitamente
Inicialmente, o Grupo STP, que já administra o sistema Sem Parar atual, disponibilizará as novas tags para moradores das cidades de Indaiatuba, Campinas, Itu, Salto, Cabreúva, Porto Feliz e Sorocaba para os testes. Os motoristas de veículos de passeio deverão fazer uma carga inicial de R$ 20 e será cobrada uma taxa de R$ 1 a cada recarga. Ônibus, caminhões e outros veículos comerciais deverão pagar R$ 10 por eixo.

O sistema Ponto a Ponto deverá tornar mais justa a cobrança de pedágio, especialmente no trecho escolhido para a implantação da fase de testes. A Artesp estima que cerca de 70% dos veículos que transitam pela SP-75 transportam moradores das cidades vizinhas à via que precisam acessá-la para trabalhar diariamente. O sistema de cobrança atual (em cabines e tecnologia Sem Parar em praças de pedágio) será mantido até a implementação total do novo sistema.
Veja onde serão instalados os primeiros sensores:

Km 25.750 Itu R$ 2,50
Km 36.400 Salto R$ 1,00
Km 38.200 Salto R$ 0,70
Km 43.350 Salto R$ 1,80
Km 60.800 Indaiatuba R$ 1,80
Km 62 Indaiatuba R$ 1,80
Km 66.700 Campinas R$ 0,90
Km 7 Campinas R$ 1,40
Fonte: Autoesporte

18 novembro 2011

Pedágio por trecho rodado inicia operação em 2012

Sistema será implantado na rodovia Santos Dumont e vai beneficiar quem faz percurso curto. Tarifa entre Indaiatuba e Campinas poderá ter redução de 60%  
Foto
Começa a ser implantado no início do próximo ano na região de Campinas, no Estado de São Paulo, o sistema de pedágio com cobrança por quilometragem percorrida. O primeiro trecho a ser testado fica na Rodovia Santos Dumont (SP-075), entre Sorocaba e Campinas. Futuramente, o programa poderá ser estendido para outras estradas do Interior.

O sistema deverá reduzir o valor pago no pedágio, uma vez que cobrará por trecho utilizado da rodovia, como se fosse uma tarifa ponto a ponto. Com o auxílio de um chip eletrônico instalado no para-brisa do veículo, similar ao que é utilizado hoje no programa Sem Parar, o motorista poderá trafegar por municípios vizinhos, pagando proporcionalmente ao trajeto efetuado e evitando a tarifa cheia.

O sistema contará com nove pórticos, equipados com antenas ao longo da pista, que farão a leitura dos dados do veículo em movimento. O usuário que sair de Indaiatuba com destino a Campinas, por exemplo, pagará R$ 4,10 em vez de R$ 10,10 cobrados hoje, obtendo uma redução de quase 60% na tarifa. Se sair de Indaiatuba e pegar a Rodovia dos Bandeirantes, em vez de pagar de novo R$ 10,10, vai desembolsar R$ 1,80, mais R$ 0,90, ou seja, R$ 2,70, informa a Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo.

O Estado de São Paulo será o pioneiro no teste dessa nova tecnologia, que já é utilizada nos Estados Unidos, na Europa e em outros países. Como se trata de um projeto-piloto, em caráter experimental (com duração de um ano), a adesão ficará a critério do motorista. Depois se tornará obrigatório, sem acréscimo na tarifa de pedágio.

O chip (futuramente um adesivo eletrônico) vai funcionar como o sistema pré-pago das operadoras de celulares. O motorista carrega o cartão com determinado valor, que vai sendo debitado à medida em que passa pelos pedágios. O dispositivo eletrônico será gratuito e não terá cobrança de mensalidade. Cada vez que carregar com créditos, o usuário pagará R$ 1, segundo a Secretaria dos Transportes.

Fonte: Carsale