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10 maio 2012

Vai comprar um carro zero? Então faça as contas

Juros menores, estoques cheios e promoções podem "maquiar" o custo real

Diogo de Oliveira e Renata Viana de Carvalho
Oswaldo Palermo
Fitas vermelhas, cartazes anunciando descontos, chão lustrado... Vai começar a temporada de promoções
A combinação parece fatal. Bancos baixaram os juros, pátios estão cheios de carros e as montadoras, sedentas por vender – após a forte queda nos emplacamentos entre janeiro e abril de 2012. Para um mercado ainda em ebulição (como o brasileiro), o cenário parece perfeito para levar um carro zero quilômetro para casa. Promoções estão a caminho. Mas não se engane: prestações sedutoras despistam custos "ocultos", e podem resultar em dívidas.

"A grande questão para o consumidor é entender que o carro não custa o que se paga por ele. Existem vários outros gastos (seguro, estacionamento, combustível, depreciação). Acompanho muita gente que compra seu veículo, paga as primeiras parcelas, mas não leva em conta os outros gastos e, depois, não consegue pagar as prestações restantes", alerta Samy Dana, professor de finanças da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com Samy, a redução (em massa) das taxas de juros pelos bancos deve criar condições para que as financeiras aumentem a oferta de crédito. E é justamente aí que mora o perigo. "O governo enfrentou o setor privado fazendo concorrência com os bancos públicos. Mas não temos uma montadora estatal e nossos carros estão entre os mais caros do mundo. Quer dizer, dar crédito sem educar é dar corda para a pessoa se enforcar", pontua o economista da FGV.

  Divulgação
Feirões de fábrica devem se intensificar
Afinal, qual a melhor hora de comprar o carro zero?

Para o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive, a resposta é simples e prática: o melhor momento é quando você precisa do veículo e tem o dinheiro. "O consumidor não pode se iludir com 'brindes'. Não pode se empolgar e entrar em dívida. É como ir ao supermercado e comprar 20 litros de desinfetantes. Você nem precisava, mas levou porque estava em promoção", conclui.

O especialista em mercado automotivo também aponta como fundamental o exercício de pesquisar e comparar as ofertas. "Tem concessionária que oferece licenciamento, enquanto outra 'dá' o rádio, por exemplo. Quem gosta de som pode se deixar levar. Mas é preciso calcular. Normalmente, a loja não entrega um rádio que chegue no valor da documentação. Então, tem que colocar na ponta do lápis", afirma.

As mudanças promovidas pelo governo nos juros e nas regras da poupança deixam clara a intenção de incentivar o consumo. Mas a economia ainda está sofrendo ajustes e as montadoras devem se adaptar à nova realidade. Garbossa acredita que as marcas vão procurar soluções criativas e podem até reduzir preços. O presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, confirma a impressão do consultor: "Os bancos sofreram efeitos do crescimento da inadimplência, que, de uma certa forma, está estabilizada. Todas as novas concessões desde o ano tem sido criteriosas, mas isso deve se flexibilizar agora. Então, sim, esse é um ótimo momento para comprar! As promoções estão aí e as montadoras estão facilitando tudo o possível para atender melhor o consumidor".

Fonte: Autoesporte

16 novembro 2011

Ford investe R$ 500 milhões na fábrica de Taubaté

Empresa pretende aumentar a capacidade de produção da unidade para 500 mil motores e 520 mil transmissões por ano
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Carsale - O Brasil é mesmo o reduto de investimentos por parte das montadoras. Nesta segunda-feira (14) foi a vez da Ford, que anunciou um aporte de R$ 500 milhões na fábrica de motores e transmissões em Taubaté, no interior de São Paulo. Com isso, a marca norte-americana prentende aumentar a sua capacidade de produção para 500.000 motores Sigma e 520.000 transmissões por ano. Essa ampliação vai gerar também aproximadamente 500 novos postos de trabalho na unidade, atualmente com 1,7 mil empregados.

"Esse novo investimento reitera a nossa disposição de continuar crescendo no Brasil. Ele faz parte da visão de negócios da Ford, com o objetivo maior de entregar o melhor em qualidade, economia e satisfação para os clientes", diz Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul.

Aproveitando o anuncio, a Ford também divulgou a marca de 10 milhões de motores e transmissões produzidas na unidade de Taubaté.. A fábrica hoje é responsável pela produção dos motores Zetec RoCam e da nova família Sigma, de última geração, que além de atender o Brasil e a América do Sul é exportada para a América do Norte.

Fonte: Carsale

Brasil e a Europa vivem momentos opostos

Setor automotivo do velho continente está em baixa, enquanto por aqui sobram fábricas e bilhões em investimentos
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Carsale - A atual situação econômica dos países da Europa caminha para uma crise pior que a de 2008. Algo que vem refletindo em todos os setores, inclusive no setor automotivo. Os números mostram que a declaração dada pela chanceler da Alemanha nesta segunda-feira (14), possui fundamento. De acordo com Angela Merkel,  “a crise da dívida na zona do euro no continente é a mais dura desde a Segunda Guerra Mundial”. Sendo assim, neste cenário uma baixa no consumo é algo natural e que interfere diretamente no resultado das montadoras que atuam no continente. Para se ter uma ideia, o único país das potências europeias que mantém bons números de vendas de veículos na Europa é a Alemanha. O mercado comandado por Merkel, segundo dados da consultoria Jato Dynamics, registrou de janeiro a setembro alta de 11,3% nas vendas de carros, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já a Itália, por exemplo, registrou redução de 10,8%, o Reino Unido queda de 2,9% e a França, crescimento de apenas 0,5%, no mesmo período. Apenas para fazer um paralelo e demonstrar a diferença de realidade, o mercado automotivo brasileiro, que traz uma das economias mais aquecidas do mundo, nos primeiros nove meses do ano registrou alta de 6,7%, em comparação com o ano passado. Já a Rússia registrou alta de 44,7%, a Índia alta de 9,2% e a China crescimento de 7,2% (os três países, assim como o Brasil, pertencem ao grupo conhecido como Brics). Tudo isso leva a alguns sintomas que já são sentidos por aqui. O primeiro é uma mudança na estratégia por parte das montadoras. Com problemas lá fora e um forte aquecimento da economia nacional, as empresas tomam medidas agressivas para conter a balança. O objetivo é único: aproveitar o bom momento dos países emergentes e tentar equilibrar as contas, já que, nos mercados mais tradicionais, as coisas não andam tão boas. Um forte exemplo é a quantidade de novas marcas e de novas fábricas que estão programadas para chegar por aqui nos próximos anos (leia mais), além da chegada de novos produtos com mais apelos e oferta de equipamentos. Outro sintoma parte do governo: ciente de que o Brasil possui capacidade de passar mais uma vez ileso por uma possível crise mundial,  mas com receio de que tudo possa acabar mudando de direção, os comandantes da economia nacional já estão arregaçando as mangas. Semana passada, o Ministro da Fazenda Guido Mantega divulgou que até o final do ano anunciará um pacote para o incentivo ao consumo, diminuindo os empecilhos para a aquisição de crédito e de financiamento a longo prazo. Além disso, nessa segunda-feira, o Banco Central apresentou um relatório que indica uma queda de 0,5 a 1 ponto percentual na taxa Selic (taxa básica de juros) para o ano que vem. Mais uma ferramenta que aumentaria o consumo e aqueceria ainda mais a economia nacional, inclusive para a compra de novos veículos.
Fonte: Carsale

18 agosto 2011

Consórcios são sinônimos de poupança e crescem 56%

Compra planejada de veículos volta a ser opção atraente



Carsale - Se por um lado as medidas de restrição ao crédito desaceleraram o ritmo de crescimento dos financiamentos de veículos, no caso dos consórcios a ação teve o efeito inverso e aqueceu significativamente os negócios do setor, tornando esta opção de compra cada vez mais atraente.

Para se ter uma ideia do avanço no mercado de consórcios, o volume de cotas vendidas de janeiro a abril deste ano em comparação com o mesmo quadrimestre de 2010 avançou 56,1% (passando de 170,6 mil para 266,3 mil novos consorciados), segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac).

Analisando somente os negócios do Consórcio Nacional Volkswagen, o primeiro trimestre deste ano representou uma alta de 38,4% na quantidade de cotas vendidas comparado com 2010. O cenário também foi positivo para o Consórcio Nacional Ford, que registrou alta de 11% no volume de cotas no mês de maio.

Outra constatação relevante é que, além do número de pessoas interessadas em consórcio ter aumentado, os consumidores também estão procurando por veículos de maior valor. Em abril do último ano, o valor médio da cota era de R$ 36,8 mil, enquanto no quarto mês deste ano subiu para R$ 41,8 mil (aumento de 13,6%).