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12 julho 2011

Corcel, o primeiro Ford brasileiro

Teste publicado pela revista Autoesporte em 1968

Arquivo AutoesporteArquivo Autoesporte
Um novo modelo Ford. Um carro que ostentava o nome de uma raça de cavalo. Sem mais nenhuma semelhança com o irmão maior Mustang, o Corcel nasceu como um contraponto ao grandalhão e luxuoso Galaxie 500, ou seja, chegou ao mercado nacional para ganhar espaço entre os modelos mais acessíveis da época. O novo Ford foi apresentado ao público durante o VI Salão do Automóvel de São Paulo, em 1968, com carroceria de quatro portas e motor de quatro cilindros com válvulas no cabeçote, 1.289 cc de cilindrada e 62 cavalos de potência. A edição de Autoesporte da época lembrava que o modelo, anteriormente conhecido como Projeto “M” da Willys (marca adquirida no Brasil pela Ford), era “o primeiro veículo a ser projetado e construído no Brasil, tendo em vista as condições peculiares de clima, estradas e distâncias”.

Dentro desse espírito, o novato Corcel contava com algumas inovações bem interessantes. Alimentado pelo carburador Solex 32, seu sistema de arrefecimento era inédito no País. “A grande novidade para os brasileiros está na refrigeração do motor, que emprega o sistema de radiador selado e termostato, com o que o usuário não precisa verificar o radiador de água, pelo menos durante 30 000 km, de acordo com informações de fábrica. Este sistema já é usado com grande sucesso em diversos modelos de carros europeus.” A avaliação de Autoesporte também destacou as qualidades da tração dianteira, que era construída segundo os mais adiantados princípios, que evitavam trepidações e o aumento de resistência da direção. “A tração dianteira do Corcel é suave e, ao motorista menos avisado, tal detalhe passará totalmente despercebido.”

Ford
Ponto também para os freios do modelo.

30 junho 2011

Indústria de veículos no Brasil tem custo maior que em outros países

Indústria de veículos no Brasil é até 60% menos competitiva, diz Anfavea

Associação de fabricantes faz comparação com México, China e Índia.
Estudo diz que mão de obra encarece custo de produção no país.

fábrica carros indústria (Foto: Arquivo/Globo News)
Juros e mão de obra encarecem custo de produção, dizem fabricantes 
Um estudo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea),  apresentado nesta quarta-feira (29), aponta que a indústria automobilística brasileira é até 60% menos competitiva em relação a países como China, Índia e México.
Segundo o levantamento feito em parceria com a empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers, entre os principais fatores que influem no custo de produção está a alta do valor da mão de obra.
Esse valor, incluindo encargos sociais, é de 5,3 euros por hora no Brasil, aponta a pesquisa. No México, principal concorrente da região em investimentos, a média é de 2,6 euros a hora. Na China, a hora de um trabalhador custa 1,3 euro e, na Índia, 1,2 euro. "O Brasil atraía investimentos tradicionalmente pelo custo da mão de obra. Hoje em dia perdemos isso", afirma Cledorvino Belini, presidente da associação.

industria automobilista (Foto: Arte / G1)
A taxa básica de juros real também é apontada como "vilã" pela Anfavea: ela é de 5,5% no Brasil, perdendo de longe para países em desenvolvimento como México (1,1%) e China (1%). Outro ponto destacado é o gasto com energia para se produzir. O estudo mostra que, somente com eletricidade, no país o KW/h custa 0,10 euro. Na Europa, o custo é de 0,06 euro KW/h, já no México é 0,05 euro e, na Argentina, 0,04 euro.
A diferença, segundo Belini, afasta cada vez mais os investimentos. Um exemplo recente disso foi o anúncio da fabricante japonesa Mazda de construção de duas fábricas no México, sendo que 70% da produção atenderá o mercado brasileiro. Apesar das perdas de investimentos como nesse caso, o Brasil ainda está entre os países com mais forte potencial no setor. Tanto é que empresas como Chery, Hyundai, Kia Motors, Renault-Nissan e BMW têm planos consolidados para a construção de novas fábricas no país.
"O Brasil ainda nos dá vantagens competitivas. Vamos conseguir produzir o QQ no país com baixos preços, por exemplo, porque vamos compensar a alíquota de importação de 35% que incide hoje sobre os nossos produtos", afirmou ao G1 o presidente da Chery do Brasil, Luis Curi, sobre a fábrica da montadora chinesa que será construída em Jacareí, no interior de São Paulo. No entanto, ele reconhece que o México é um forte concorrente do Brasil.

Estudo está nas mãos do governo
A análise, que abrange as fabricantes de automóveis, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, peças e componentes, foi apresentada ao governo brasileiro para que medidas de incentivo sejam tomadas. "Custos maiores significam perda de exportação, avanço das importações e perda de produção", ressalta o presidente da Anfavea. Segundo Belini, o país precisa de um conjunto de políticas e ações em curto prazo para melhorar a competitividade da indústria automobilística.
O presidente da Anfavea diz que não exigiu medidas específicas do governo, mas afirmou que a solução está nos incentivos em pesquisa e desenvolvimento. Isso aumentaria o índice de nacionalização dos veículos fabricados no Brasil. "Temos capacidade para desenvolver internamente tecnologia, um exemplo disso é o uso de materiais naturais nos carros, que reduzem preço e custo", aponta Belini.
A ideia é que o país se torne um centro de desenvolvimento tecnológico do setor, o que aumentaria a escala produtiva, reduziria preços e reverteria o "gap" de 60% das exportações totais em relação às importações. A Anfavea reforça que a produção nacional tem que acompanhar o ritmo do mercado interno, o que significa também recuperar as exportações.
"Não adianta chorar câmbio, temos que aceitar o real valorizado. Escala de produção nós temos, só não podemos perder isso para os outros", ressalta Belini. De acordo a PricewaterhouseCoopers, o país deverá atingir em 2020 a produção de 6 milhões de veículos.

Fonte: Autoesporte.com

24 maio 2011

Na onda verde


Marcas se empenham na construção de veículos mais limpos para incrementar a indústria e reforçar marketing ecológico.

Manutenção


O futuro da mobilidade nunca esteve tão em pauta. Isso se torna ainda mais visível quando nos motorshows mundiais, praticamente todas as novidades das marcas estão relacionadas ou possuem variantes com tecnologias ecologicamente corretas. E um novo caminho menos poluente aponta para os modelos elétricos e híbridos. Para se ter uma ideia, a Agência Ambiental Europeia aposta que esses veículos corresponderão a 60% das vendas em 2050. Em uma realidade mais próxima, a previsão é que 16% dos veículos das megalópoles sejam elétricos ou híbridos já em 2015 – atualmente eles contabilizam quase 3 milhões de unidades no mundo. "A eletrificação é o caminho e também a resposta mais viável para o futuro da indústria automobilística de maneira sustentável", reforça Klaus Mello, gerente de engenharia de veículos da Ford. "Construir modelos 'verdes' é um desafio e uma maneira de renovar a indústria automotiva", confirma Robert Lutz, vice-presidente mundial da General Motors.

Com algumas ofertas no mercado, as grandes fabricantes tentam chamar a atenção do consumidor para modelos mais eficientes. Os automóveis chamados popularmente de "verdes" podem ser híbridos, elétricos ou movidos por célula de hidrogênio.