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20 julho 2011

Opala: 40 anos de história

Em 1969 surgia o primeiro carro de passeio da GM brasileira. Uma história com um milhão de histórias
Chevrolet Opala, testado por Autoesporte em seu lançamento, em 1968
Há 40 anos a GM lançava o seu primeiro carro de passeio nacional, o Opala. A apresentação oficial do sedã aconteceu no Salão do Automóvel de 1968, mas suas vendas se iniciaram no ano seguinte. Na edição de março de 1969 Autoesporte exibia aos brasileiros o primeiro teste do modelo, nas duas versões disponíveis na época: a 2.500 e a 3.800. A revista rodou três mil quilômetros e testou os modelos, pela primeira vez, com cronômetro eletrônico TR2 da Omega, “dotado de células foto elétricas, que permitem registrar em fita medições até 1/1000 s.” Uma modernidade na época. Hoje, Autoesporte testa seus carros com aparelho por GPS via satélite.
“Externamente, o Opala é praticamente igual ao Opel Reckord, com exceção dos frisos cromados (modelo de luxo), da grade dianteira e outros pequenos detalhes”, dizia o texto de apresentação. E não é de hoje que os carros produzidos aqui têm qualidade diferenciada (leia-se pior) que os “irmãos” lá de fora. “Internamente, é grande a semelhança com o Opel, ainda que, comparado em relação ao acabamento, o nosso deixe muito a desejar.”
As críticas sobre o Opala nacional prosseguiam. “O banco dianteiro é muito alto, não oferecendo apoio para as costas e, nas curvas, os ocupantes escorregam com facilidade. O assento traseiro oferece comodidade razoável, afetada pelo pequeno espaço para as pernas que ainda sofrem a interferência do túnel do cardã.” A avaliação também citou que as formas côncavas das janelas “ocasiona entrada de água nos dias de chuva.”
“O modelo mais tranquilo é equipado com motor 4 cilindros em linha com 2.507 cc que proporciona 80 hp.

Carros inesquecíveis: Ford Escort XR-3

Confira o teste publicado pela revista Autoesporte, em 1983

Ford Escort XR-3
Muitas foram as tentativas de se produzir um carro verdadeiramente esportivo no Brasil. E muitas outras ainda serão feitas, principalmente pelos idealistas das pequenas fábricas de veículos fora-de-serie. Algumas nasceram a partir de modelos já existentes, mas sempre pretendendo proporcionar uma aparência esportiva ou mesmo mais agressiva e atingir um mercado carente de veículos com essa característica. Certas opções chegaram a agradar, por um motivo ou outro, mas sempre foi difícil conciliar potência, estabilidade, dirigibilidade, segurança e aparência num único carro, que exigia também um compromisso de preço para a viabilização do projeto. Por isso, a empreitada nem sempre se mostrou viável.
Com o lançamento do último membro da linha Escort, o tão esperado XR-3, um carro de série munido de atrativos visuais e virtudes técnicas em número suficiente para torná-lo realmente num esportivo, cremos que aqueles que ansiavam por isso poderão finalmente sentirem-se plenamente satisfeitos.
Em principio, trata-se de uma versão totalmente voltada para o público jovem e ávido por emoções, mas que agradará a todas as pessoas que sentem prazer em dirigir, independentemente da idade. XR-3: completíssimo.
Dificilmente alguém conseguirá encontrar algum equipamento para ser incluido num carro como o que nos foi cedido.

Ford Galaxie: o gigante que fez história

Confira o primeiro teste do modelo e sua trajetória até sair de linha

 
O maior carro brasileiro de todos os tempos. Literalmente! Assim foi o Ford Galaxie 500, o primeiro veículo de passeio produzido pela empresa no País. Décadas depois de iniciar suas atividades por aqui, em 1919, para montar o modelo T e o caminhão TT com as peças importadas da matriz, a Ford preferiu começar seu histórico de fabricação nacional apenas na década de 60.

E começou muito bem, lançando um dos modelos mais luxuosos da época, que encararia os sofisticados importados. O imenso sedã, com generosos 5,33 metros de comprimento, dois metros de largura, 1,46 m de altura e 3,02 m de entreeixos, fez sua primeira aparição na quinta edição do Salão do Automóvel de São Paulo, em 1966. Baseado no modelo norte-americano, o Galaxie 500 nacional chegou ao mercado em fevereiro de 1967.

Além das dimensões, chamavam a atenção as linhas retas da carroceria, os faróis duplos e sobrepostos, o acabamento interno e o conforto de rodagem, como cita a edição da Auto Esporte da época. “No trânsito, a manobrabilidade do carro é ótima. A carroceria é bastante baixa (4 centímetros mais baixa que a de um Volkswagen), fato que, sem afetar o conforto, nos faz esquecer as grandes dimensões do carro. A grande leveza e precisão da direção hidráulica é sentida pelo motorista no tráfego intenso ao colocar o carro em vaga; com o motor ligado, mesmo com o carro parado, você pode virar toda a direção com apenas um dedo.”


Autoesporte testou o sedã pela primeira vez em 1969

15 julho 2011

Volkswagen SP2 completou 40 anos de História

SP2
O SP2, projeto esportivo da Volkswagen desenvolvido nos anos 70 e um dos carros com maior história no Brasil está completando 40 anos desde a sua criação. O modelo de carroceria coupe e dois lugares surgiu como um pedido de Rudolf Leiding, que em 1968 quando foi efetivado como diretor da Volkswagen do Brasil, exigiu como condição para aceitar o cargo que ele tivesse sinal verde para produzir modelos adaptados ao brasileiro.

Com design desenvolvido junto a Karmann-Ghia do Brasil, uma reconhecida fabricante de carrocerias, a Volkswagen iniciou o projeto do novo coupê utilizando a maior quantidade possível de peças compartilhadas com modelos já fabricados aqui, afinal em 1970 era proíbido a importação de bens de consumo ao país - medida que perdurou até o governo Collor - e também para baixar os custos do carro.

A plataforma do SP era a mesma utilizada no VW1600, popularmente chamado de "Zé do Caixão" por seu formato todo quadrado, bem como chassis, eixos e motor. O propulsor 1.6L desenvolvia apenas 54 cv de potência e se mostrou fraco para a proposta do carro (Como método de comparação, dos cinco modelos 1.0l mais vendidos no país, o menos potente entrega 65 cv). Com performance que era motivo de piadas, viu o nome do carro ser traduzido como Sem Potência pelo público, apesar do real significado do nome vir das iniciais de São Paulo.

Para resolver o problema, os engenheiros da marca resolveram aumentar a cilindrada do motor de 1.6l para 1.7l no SP-2, mas mantendo a arquitetura de motor quatro cilindros arrefecido a ar, que agora entregava 65 cv de potência a 4.600 rpm e permitia ao carro chegar a velocidade máxima de 156 km/h. Enquanto o SP foi uma aposta da marca e foi produzido em escala limitada, o SP-2 vendeu 10.207 unidades entre junho de 1972 e fevereiro de 1976, com a maior parcela (9.537unidades) desses carros tendo permanecido em solo nacional e 670 unidades foram exportados para a Europa.
Hoje uma peça rara nas ruas do Brasil, uma das unidades sobreviventes do modelo se encontra no museu da Volkswagen, na Alemanha. Apesar de nunca ter sido vendido oficialmente na Europa, um exemplar levado por Rudolf Leiding como presente a sua esposa quando ele foi chamado para retornar como CEO ao país germânico em 1971, rodou por lá.

Fonte: Carmagazine

13 julho 2011

Veja como seria o Chevette hoje em dia!

O designer Eduardo Oliveira faz as projeções do modelo compacto
PROJEÇÕES: EDUARDO OLIVEIRA
   Reprodução
Projeção da versão GP do Chevrolet Chevette: pequeno sedã esportivo até que seria uma boa ideia, não?

A GM lançou o pequeno Chevette em 24 de abril de 1973 para tentar conter o sucesso do Fusca, cujo reinado não chegou a ser ameaçado. Mesmo assim, o carro conquistou uma legião de fãs e se tornou um dos modelos mais vendidos da história da indústria automotiva nacional. Além da robustez, o modelo ficou conhecido pela economia de combustível durante os 20 anos em que foi produzido. Hoje seu lugar está sendo ocupado pelo Corsa Sedan. Mas se a GM resolvesse fazer uma versão moderna do Chevette, como seria sua aparência? É o que mostram as projeções do designer Eduardo Oliveira.
“Levei em conta a geração feita entre 1978 e 1982 , com frente “bicuda”, faróis com refletores circulares montados em uma moldura trapezoidal e a falsa entrada de ar na coluna traseira”, conta Oliveira. Também fiz a versão esportiva S/R, com o mesmo padrão de cores usado no Corvette “Marko Shark”, completa ele. Pintado de preto, cinza e branco, com um discreto defletor de ar na traseira, o Chevette esportivo é um clássico nacional entre os mais raros. Vinha com motor 1.6 de 80 cavalos e atingir 148 km/h, uma marca respeitável entre os hatches pequenos do início dos anos 80.
   Reprodução
Faixas decorativas, rodas pretas com sobrearo cromado e cores fortes na carroceriam estariam entre os detalhes marcantes do carro
   Reprodução
Chevette 1978
As primeiras unidades do modelo da GM vinham com motor 1.4, com comando de válvulas no cabeçote, eram garantia de bom desempenho e baixo consumo de combustível. Com ele, o Chevette oferecia 60 cavalos de potência (líquida) a 5.400 rpm e 9,2 mkgf de torque (líquido) a 3.600 rpm. Outra vantagem era o espaço do cofre, que facilitava o acesso a qualquer peça do motor que precisasse ser trocada. Em 1979, a GM passou a oferecer outra facilidade, a opção de quatro portas - – demorou um pouco a chegar, mas vale lembrar que nessa época os brasileiros preferiam os modelos de duas portas.
Disponível também na versão hatch, o Chevette foi eleito Carro do Ano pela revista Autoesporte e, em outubro de 1983, também ganhou a opção picape com a chegada da Chery 500. Em 1987 atingiu a marca de um milhão de unidades vendidas no Brasil. Com o incentivo aos modelos com motor de um litro de cilindrada, a GM lança a versão Junior, em 1992. Nos últimos dias no mercado foi vendido apenas com motor 1.6, até novembro de 1993.
   Divulgação
Eis como seria o raro Chevette S/R, que vinha com  motor 1.6 de 80 cavalos e podia alcançar 148 km/h, segundo a GM
 
Fonte: Autonews

Jaguar E-Type comemora 50 anos

Cupê esportivo terá grande festa no circuito de Silverstone

   Divulgação
Jaguar E-Type de competição
O Jaguar Clube do Reino Unido elege o evento Silverstone Classic como principal da comemoração dos 50 anos do lendário modelo E-Type. Haverá o maior encontro de Jaguar visto na história da marca, além de corridas com várias raridades. No total, espera-se que mais de mil carros estejam presentes.
Segundo o executivo chefe do Historic Sports Car Club, Grahame White, “teremos o maior grid de E-Types de todos os tempos, será uma festa grandiosa”, disse ele. Além disso, vai fazer parte dos carros expostos no evento, a décima primeira unidade que saiu da linha de montagem, em julho de 1961, com número de chassi 850011.

Fonte: Autonews

Roadster Shelby Cobra ganha série comemorativa

Roadster apresentado no Salão de Nova York fará 50 anos em 2012

   Divulgação
Shelby Cobra

Um dos roadsters mais famosos do mundo, o Shelby Cobra, fará 50 anos no ano que vem. O carro foi apresentado pela primeira vez no Salão de Nova York (EUA), em 1962, e agora ganha uma série limitada para comemorar meio século. Terá interior vinho, rodas raiadas,volante personalizado, carpete de alta qualidade Wilton Wool e placas com número de série.
O esportivo foi feito entre a AC Ace e a Ford para rivalizar com o Corvette da GM. Sempre equipado com motores V8, o Cobra teve versões com 260, 289 e 427 polegadas cúbicas de cilindrada. A série comemorativa poderá ser encontrada com carroceria de fibra de vidro ou alumínio.


   Divulgação
Interior do Shelby Cobra

Fonte: Autonews

12 julho 2011

Corcel, o primeiro Ford brasileiro

Teste publicado pela revista Autoesporte em 1968

Arquivo AutoesporteArquivo Autoesporte
Um novo modelo Ford. Um carro que ostentava o nome de uma raça de cavalo. Sem mais nenhuma semelhança com o irmão maior Mustang, o Corcel nasceu como um contraponto ao grandalhão e luxuoso Galaxie 500, ou seja, chegou ao mercado nacional para ganhar espaço entre os modelos mais acessíveis da época. O novo Ford foi apresentado ao público durante o VI Salão do Automóvel de São Paulo, em 1968, com carroceria de quatro portas e motor de quatro cilindros com válvulas no cabeçote, 1.289 cc de cilindrada e 62 cavalos de potência. A edição de Autoesporte da época lembrava que o modelo, anteriormente conhecido como Projeto “M” da Willys (marca adquirida no Brasil pela Ford), era “o primeiro veículo a ser projetado e construído no Brasil, tendo em vista as condições peculiares de clima, estradas e distâncias”.

Dentro desse espírito, o novato Corcel contava com algumas inovações bem interessantes. Alimentado pelo carburador Solex 32, seu sistema de arrefecimento era inédito no País. “A grande novidade para os brasileiros está na refrigeração do motor, que emprega o sistema de radiador selado e termostato, com o que o usuário não precisa verificar o radiador de água, pelo menos durante 30 000 km, de acordo com informações de fábrica. Este sistema já é usado com grande sucesso em diversos modelos de carros europeus.” A avaliação de Autoesporte também destacou as qualidades da tração dianteira, que era construída segundo os mais adiantados princípios, que evitavam trepidações e o aumento de resistência da direção. “A tração dianteira do Corcel é suave e, ao motorista menos avisado, tal detalhe passará totalmente despercebido.”

Ford
Ponto também para os freios do modelo.