Para crescer no país, marca amplia investimento e vai submeter veículo a crash teste
A Chery tem planos ambiciosos para o Brasil. Até 2016, a marca quer
multiplicar por sete sua participação no mercado e alcançar 3% do share.
A fábrica de automóveis é parte fundamental do plano. Mas não virá
sozinha. A marca chinesa também vai construir uma unidade da Acteco,
divisão de motores do grupo chinês. A informação foi confirmada ontem
por Luis Curi, CEO da montadora no Brasil, durante o IV Fórum da
Indústria Automobilística, em São Paulo.
O executivo diz que ainda não há definições sobre o local em que a
unidade será instalada. Ela pode ser vizinha da fábrica de carros ou ir
para Minas Gerais ou Rio de Janeiro, tudo vai depender dos incentivos
fiscais oferecidos pelos governos de cada localidade. O investimento
também não está confirmado.
Fim ao preconceito
Luis Curi também revelou à Autoesporte que até o fim
do ano um dos modelos da Chery será testado pelo Latin NCAP, programa
que avalia a segurança de modelos novos. "Queremos acabar com o
preconceito que cerca a segurança oferecida pelos modelos chineses",
diz. Ele também acena com a possibilidade de o carro em questão ser o
Celer, recém-lançado rival da família Gol. Disponível nas versões hatch e
sedã, ele tem motor 1.5 flex de 108 cv e preços a partir de R$ 35.900 e
R$ 36.900, respectivamente.
As duas carrocerias vão ganhar produção nacional em 2014, ao lado de um
subcompacto totalmente novo cujo projeto é conhecido como S15. Ele terá
preço abaixo de R$ 30 mil e virá para brigar com Ka e Celta.
Em 2017 será a vez de um SUV novo, apontado por Curi como "nova geração
do Tiggo". Antes disso, porém, uma versão renovada do utilitário deve
desembarcar por aqui - ela é esperada para este semestre, ainda.
Meio sedã, meio cupê, novidade da marca
alemã é forte candidato a ganhar produção no Brasil. Veja como anda o
modelo que chega em 2014
A Mercedes tem apostado tudo no rejuvenescimento de sua imagem. E não,
apenas, porque está em busca de consumidores novos (leia-se, jovens).
Mas porque precisa de novos consumidores (jovens ou não) – ela foi a
marca premium que menos cresceu e vendeu globalmente em 2012 na
comparação com Audi e BMW. O CLA é peça fundamental nessa fase de
renovação e chega cheio de responsabilidade como o representante sedã da
plataforma NGCC (New Generation of Compact Cars), a mesma usada por
Classe A e B, pelo futuro crossover GLA e por um quinto modelo ainda não
revelado. Ele está pronto para encarar essa tarefa? É o que você vai
descobrir agora.
Autoesporte teve um rápido contato com o CLA 250 no
caminho que leva de Cassis a Marselha, na França. Logo de cara, uma
serra pôs à prova o comportamento do sedã. As pistas estreitas (são para
dois carros em sentidos opostos, mesmo?) terminavam em curvas fechadas e
com “áreas de escape” que davam para penhascos desprotegidos de guard
rails. Então, dá-lhe reduzir a velocidade para contornar os cotovelos.
Em todos os momentos o CLA esteve à mão, sem escapadas. A suspensão,
que transmite sensação de conforto extra, poderia deixar temerosos os
motoristas mais incautos. Mas garantiu a firmeza necessária com a
configuração McPherson na dianteira e seus braços múltiplos na traseira.
Só faltou a direção eletromecânica transmitir mais emoção.
Os intervalos entre as curvas eram a oportunidade para acelerar. E
nisso, o motor 2.0 turbo de 211 cv deu sua contribuição. O torque de
35,7 kgfm disponível desde 1.200 rpm auxilia na rapidez das respostas.
Se o pé baixa mais, a redução de marcha vem acompanhada de 13 cavalos
extras durante o kickdown. E antes que o próximo trecho sinuoso
chegasse, os freios interrompiam com eficiência o movimento do carro.
Para acompanhar a toada, o câmbio poderia ter um funcionamento mais
acertado. Mas é possível garantir que ele atue de modo mais previsível
recorrendo às borboletas atrás do volante.
O interior do CLA segue o padrão do Classe B, com bom nível de
acabamento, que recebe tratamento galvanizado na cor prata escurecida.
Os bancos são inteiriços e trazem revestimento de veludo na parte
central, além de costuras vermelhas – o tom muda segundo a opção de
acabamento escolhida. Por falar em cor, também é possível iluminar o
ambiente a partir de cabos de fibra ótica opcionais. Para motorista e
carona há boa acomodação. Mas o espaço é limitado para quem vai no banco
de trás.
A Mercedes coloca à disposição uma série de sistemas de assistência ao
motorista. O pacote “Brasil” não está fechado. Mas no mercado europeu, o
CLA recebe de série o sistema “está na hora do café”, também conhecido
como Attention Assist, que detecta sinais de sonolência e sugere que o
motorista dê uma parada. Há, ainda, o Collision Prevention Assist, que,
agora, atua a partir de 7 km/h (antes, operava a partir de 30 km/h).
Quando combinado ao Distronic Plus, para o carro automaticamente caso o
condutor não faça nada para prevenir a colisão. Ele pode frear sozinho
em velocidades de até 200 km/h.
Made in Brazil
Que o CLA será vendido aqui, já está certo. Pode aguardá-lo no primeiro
semestre de 2014. Mas o sedã também é cotado para ganhar produção
nacional – ele, o futuro utilitário compacto GLA e o Classe C, modelo
mais vendido pela marca no país.
Hoje a Mercedes monta caminhões em Juiz de Fora (MG). Na teoria, há
espaço também para a produção de carros. Mas a unidade é uma das mais
modernas do mundo na área e há planos de longo prazo para os veículos
pesados feitos lá. A produção na futura fábrica da Nissan, em Resende
(RJ), é uma alternativa. Mas fontes ligadas à Mercedes dizem que essa
não deve ser a opção. No futuro, quando houver uma plataforma
compartilhada pelos grupos parceiros, quem sabe. Assim, o mais provável é
a construção de uma nova unidade.
A definição da fábrica pode mudar muita coisa no posicionamento não só
do CLA mas de toda a linha, já que resultaria em uma boa redução de
preços. Enquanto a confirmação não vem, pode considerar R$ 120 mil um
valor bem factível para o modelo. Um preço que talvez a juventude não
possa pagar para ter um Mercedes na garagem. Por isso, a torcida para
que ele seja "nosso" é ainda mais válida.
AUDI É HABILITADA NO INOVAR-AUTO E ESTUDA CONSTRUIR FÁBRICA NO BRASIL
Mesmo com o benefício de desoneração, preços dos carros não devem sofrer reduções
A Audi está oficialmente habilitada ao Inovar-Auto (Programa de
Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de
Veículos Automotores) e agora poderá importar 3.876 unidades por ano sem
a cobrança dos 30 pontos percentuais do IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados), conforme o texto divulgado no Diário Oficial de
segunda-feira, dia 11.
Mas quem acredita que isso resultará na imediata redução dos preços da
marca no país, vai ficar desapontado. Segundo informou a assessoria de
imprensa da Audi, o fato de estar habilitada ao Inovar-Auto não
impactará a tabela de valores praticada atualmente. Isso porque a
montadora alemã espera vender cerca de 7 mil unidades até o final do
ano, quase o dobro do volume previsto pela cota imposta pelo governo
brasileiro - e, portanto, terá de pagar o tributo sobre o que excede as
quase 4 mil unidades a que tem direito com isenção.
A marca, no entanto, sinaliza com a possibilidade de construir uma
fábrica no país. A intenção foi confirmada nesta quarta-feira, pelo
vice-presidente da Audi AG, Luca De Meo, durante uma Conferência de
Imprensa da marca, em Ingolstadt. O projeto ainda está em estudo e a
fabricante não descarta a possibilidade de usar a planta da própria
Volkswagen, empresa que controla a marca, em São José dos Pinhais (PR)
para abrigar a produção local de alguns de seus produtos.
Anúncio oficial está marcado para a próxima segunda (22); operações devem ter início em 2015
Renata Viana de Carvalho
BMW Série 1 é um dos modelos cotados para ganhar produção nacional
Chegam ao fim as incertezas e especulações sobre a fábrica da BMW.
Esqueça de vez o México. A unidade será construída no Brasil. Mais
especificamente na região de Araquari, cidade que fica nos arredores de
Joinville (SC). O anúncio oficial será na próxima segunda-feira (22/10)
em Brasília, em audiência que reunirá a presidenta Dilma Rousseff, o
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando
Pimentel, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli
Salvatti, o governador do estado de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e a
diretoria da montadora. Na terça-feira haverá a confirmação no Salão do Automóvel de São Paulo, durante a coletiva de imprensa da montadora, marcada para 15h35.
A expectativa é de que as obras tenham início no próximo ano,
para que as primeiras unidades deixem a linha de montagem a parir de
2015. A BMW do Brasil não informa que modelo será
produzido aqui. Mas diz que a opção, provavelmente, será por um de seus
produtos de entrada. A disputa estaria, então, entre o Série 1, o X1 e o Série 3. Os modelos são vendidos nas lojas a partir de R$ 104.950 (116i), R$ 119.950 (X1 18i) e R$ 134.950 (320i), respectivamente. Vendas em alta
Nos últimos dois anos, a BMW
aumentou sua participação no mercado nacional. Em 2010, somou 8.534
unidades emplacadas, de acordo com os números da Federação Nacional da
Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No ano seguinte,
saltou pra 12.047. Até a primeira quinzena de outubro deste ano, os
emplacamentos alcançaram 6.619 modelos. Vale lembrar que as vendas de
2012 devem ser menores porque a empresa, assim como as demais
importadoras, foi afetada pelo "Super IPI", que
aumentou em 30 pontos percentuais o tributo sobre modelos trazidos de
fora do país. A construção da fábrica aqui chegou a ser ameaçada,
justamente, pela imposição dessa sobretaxa e pela alta no preço do
dólar.
Grupo aumentou em 75,5% seu lucro bruto em 2011 e pretende bater novo recorde neste ano
BMW ameaça não construir fábrica no Brasil, caso governo não altera impostos para importados
Nesta terça-feira (13), a BMW
ameaçou desistir dos planos de construção de uma fábrica de montagem de
veículos em São Paulo ou em Santa Catarina, caso o governo brasileiro
não altere as novas medidas de impostos. Segundo a agência de notícias Reuters,
o diretor de produção do grupo alemão, Frank-Peter Arndt, teria dito em
Munique (Alemanha), que não viria ao Brasil para ter prejuízos. No ano
passado, as vendas do grupo BMW tiveram um aumento de 42% no Brasil,
comercializando 12.074 veículos.
Nos outros
mercados mundiais, os resultados também foram positivos. Um novo recorde
de lucro, vendas e receita foi batido em 2011. "Para 2012, nós estamos
focando novas metas, ainda mais altas", afirmou Norbert Reithofer,
presidente do Conselho Administrativo da BMW. Inicialmente, o setor
automobilístico do grupo caminha para um crescimento em seu lucro bruto
entre 8 e 10%. Mas caso a economia mundial não piore, é possível superar
este número.
Novo Série 6 Grand Cupê é uma das armas para a BMW continuar crescendo no mercado premium
Em 2012, o grupo continuará investindo no mercado premium. Em junho, será lançado o BMW Série 6 Grand Cupê - primeiro quatro portas cupê da marca - e no mês seguinte será a vez da nova versão do BMW Série 7.
Para 2016, a aposta é que as vendas mundiais superem os 2 milhões de
veículos. Antes, essa marca estava prevista somente para 2020.
Recorde em 2011
No
ano passado, as vendas mundiais do grupo BMW cresceram 14,2% (1.668.982
unidades), representando um aumento na receita de 16,8%, ou seja,
63,229 milhões de euros. Já o lucro bruto saltou para 6,823 euros, um
acréscimo de 75,5%. Só a marca BMW vendeu 1.380.384 automóveis (+
12,8%). A Mini também teve crescimento (21,7%), foram 285.060 veículos comercializados no mundo. Somente o Mini Coupé, lançado em setembro, já teve 3.799 unidades compradas.
O quadro de funcionários também cresceu: são 100.306 trabalhadores no grupo BMW, um acréscimo de 5,1%.
Executivo da marca indiana
afirma à Autoesporte que planejamento foi adiado devido ao novo regime
automotivo imposto pelo governo
Conceito Tata Megapixel é lançamento da marca indiana no Salão de Genebra
A Índia tem tudo a ver com o Brasil, segundo a Tata Motors.
E é claro que esse raciocínio revela a estratégia da marca em estrear
no país. "De muitas maneiras o Brasil é parecido com a Índia, em termos
de economia, comportamento, os hábitos de dirigir", afirmou à Autoesporte
o diretor-gerente da Tata Motors, Prakash M. Telang, durante o primeiro
dia de imprensa do Salão de Genebra, na Suíça. "Estamos estudando qual o
modelo mais adequado da nossa gama para o Brasil", completou.
Conforme Autoesporte revelou no final de 2010, o grupo SHC, de Sérgio Habib (importador de Jaguar, Aston Martin e JAC),
negociava a importação dos carros da marca. Na época, o gerente geral
da Jaguar, Ivan Fonseca e Silva, confirmou: "Pode escrever aí. Esse é o
próximo objetivo dele (Habib)”. As conversas ficaram mais estreitas no
ano passado. "Sérgio Habib? Sim...", sorriu e acionou com a cabeça
Prakash Telang, sem disfarçar que conhecia um empresário brasileiro. "O
Brasil tem vários importadores", disse.
Segundo o
executivo, os planos para o mercado brasileiro estavam avançados. "Seis
meses atrás estávamos planejando e o governo mudou as regras do IPI,
agora analisamos novas estratégias", afirmou. "Algumas pessoas dizem que
o aumento do IPI é temporário, outras não, precisamos ter calma para
escolher a melhor estratégia".
Conceito Megapixel pode rodar até 100 km com um litro de gasolina
Nos
últimos meses, picapes da marca foram flagradas no país. "Sim, o Brasil
é um bom mercado nessa categoria". Sobre a ideia de ter uma fábrica no
país, o executivo não dispensa a conversa. "Se confirmarmos nossa
chegada ao país e o consumidor gostar dos nossos produtos, é natural que
existam planos para a produção local. Queremos evoluir passo a passo".
"A Tata já tem uma parceria com a Marcopolo", lembrou o executivo, sobre os ônibus produzidos com chassi Tata e carroceria da Marcopolo, feita no Brasil.
No Salão de Genebra, a Tata apresenta o conceito Megapixel, uma evolução do Pixel,
apresentado em 2011. Trata-se de um carro urbano com um motor elétrico e
outro a gasolina, que pode rodar até 100 km com apenas um litro de
gasolina.
Sistemas eletrônicos de montagem e testes estão sendo aplicados em São Bernardo do Campo
Da Redação
Linha de produção da Ford em São Bernardo do Campo que recebeu novas tecnologias
A fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) está passando por um processo de modernização dos equipamentos de montagem dos modelos Ka e Courier. Segundo a empresa, os novos aparelhos garantem melhor qualidade na linha de produção e testes mais eficientes.
Mais de 1000 veículos são produzidos por dia nessa fábrica e a
fixação dos componentes metálicos é de responsabilidade de 135 robôs. A
precisão milimétrica que talvez nenhuma pessoa conseguiria atingir é
garantida por softwares de oito robôs que checam a integridade
dimensional da carroceria dos veículos. As apertadeiras eletrônicas
tomaram o lugar das antigas (que funcionavam a ar comprimido), mas mesmo
assim é necessário que uma pessoa opere seu funcionamento. A precisão
desses aparelhos garante que cada aperto receba exatamente o torque
necessário.
O investimento tem como objetivo atingir a liderança mundial em satisfação do cliente. Para isso, a Ford
também adotou novos testes de qualidade, como o Air Leakage, que usa um
compressor para injetar ar na cabine do veículo e garantir a vedação
das portas e vidros, e o Sistema de Verificação de Qualidade, onde
auditores realizam análises estáticas e dinâmicas por cerca de quatro
horas no pátio da fábrica.
Compressor injeta ar na cabine para averiguar vedação de portas e vidros
Sensores eletrônicos são utilizados para ajustar o freio de estacionamento
Presidente da marca, Sérgio Habib, espera um novo decreto automotivo para viabilizar construção da unidade
O presidente da JAC Motors, Sérgio Habib, não descarta a possibilidade de adiar o projeto de instalação de uma fábrica no Brasil. Apesar de todas as ações publicitárias em torno da obra, o executivo afirmou à um telejornal nacional que as regras atuais para a importação de veículos podem ser um entrave para os planos de ter uma unidade fabril no país.
“A questão é que esperávamos um novo decreto automotivo até o final do ano, algo que não aconteceu. O grande problema é que o atual texto obriga a montadora que quer instalar uma fábrica a ter os 65% de nacionalização logo no início de suas atividades. Algo que é impossível. Esse processo tem que ser gradual, com um prazo em torno de quatro anos para se adequar completamente”, afirmou o executivo.
Apesar de não se mostrar muito feliz com as últimas ações por parte do governo federal, Habib se mostrou otimista para que uma nova proposta saia do forno nos próximos meses. “Já me reuni diversas vezes com o Ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Fernando Pimentel. Acredito que em breve teremos novidades e será algo que facilitará o trabalho das empresas asiáticas que pretendem investir no país”, afirmou o chefão da JAC.
Preços e tendência natural
Sérgio Habib afirmou também que negocia com a matriz da JAC Motors, na China, para continuar oferecendo preços atraentes no Brasil. “Mesmo que o projeto da fábrica sofra um atraso, continuaremos com a importação normalmente. Estamos negociando com o nosso fornecedor para manter um preço competitivo nos primeiros meses de 2012”, disse.
O executivo também levanta uma questão polêmica. Para ele, caso não haja flexibilidade nas regras de importação de veículos no Brasil, a tendência natural é que as empresas chinesas instalem suas fábricas no México. “Os fabricantes chineses irão crescer, como os japoneses e coreanos. Não dá para parar isso. A China atualmente é a segunda economia do mundo e se tornará a primeira em poucos anos. Se não criarmos condições para a implantação de fábricas chinesas no Brasil, elas irão se instalar no México, onde a exigência de nacionalização é de 30%. E, aproveitando os acordos bilaterais, eles vão começar a vender carros do México para o Brasil”, afirmou Habib.
Unidade será responsável por nova família de propulsores
A Ford anunciou hoje um investimento de R$ 400 milhões para a construção de uma fábrica de motores em seu complexo industrial em Camaçari, na Bahia. A nova unidade terá 24 mil m² e capacidade de produzir 210 mil motores por ano. A marca afirma que no local será produzida uma nova família de motores, inédita no mundo. O mais provável é que se trate da linha Ecoboost, que já existe na Europa.
"A Ford tem uma longa experiência no desenvolvimento de motores e atua na linha de frente dessa tecnologia. A nova linha que será fabricada em Camaçari honra essa tradição e agrega uma série de vantagens competitivas aos futuros produtos globais que iremos produzir localmente", afirmou Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul, em evento de lançamento da pedra fundamental, que contou com a presença do governador da Bahia, Jaques Wagner.
Segundo Marcos de Oliveira, esse investimento representa mais um passo na estratégia da Ford de, até 2015, ter 100% de sua linha de veículos no Brasil formada por produtos globais
Fonte: Autonews
Marca produzirá modelo global no ABC e lançará três novos modelos em 2012
Glauco Lucena
Novo compacto da Ford substituirá o atual Ka no Brasil (projeção: João Kleber Amaral)
A Ford anunciou hoje (6/12), em evento realizado na capital paulista, que investirá R$ 800 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). De acordo com o presidente da montadora na América do Sul, Marcos de Oliveira, o investimento será destinado à produção de um novo modelo global. Embora a Ford não confirme, o carro em questão é o sucessor do Ka, que será lançado em meados de 2014.
Ele será inspirado no conceito Ford Start, exposto no último Salão do Automóvel de São Paulo. Dentro da Ford, o projeto é conhecido como B562 ou One, por se tratar do modelo de entrada da marca nos países emergentes. Além da nova linguagem de design da montadora, o carro também contará com um moderno motor 1.0 Ecoboost de três cilindros, que será produzido em Taubaté (SP).
Ford EcoSport será projeto global da marca a partir da próxima geração (projeção: João Kleber Amaral)
A marca do oval azul também confirmou que lançará três produtos globais no mercado brasileiro em 2012. O primeiro deles será a novapicape Ranger, que começa a ser vendida em maio. Na metade do ano será a vez do novo EcoSport, probvavelmente em julho. Na última segunda-feira, imagens vazadas em um site indiano revelaram um pouco das linhas do crossover. No entanto, a Ford tratou de negar que elas tenham qualquer relação com o modelo que será produzido na Bahia. Uma fonte da marca garante se tratar de um desenho inicial, que mudou muito até a decisão final do estilo do carro.
O terceiro e último grande lançamento de 2012 acontece no segundo semestre e será no segmento de sedãs de luxo. Trata-se da nova geração do Ford Fusion, que será revelada durante o Salão de Detroit em janeiro, nos Estados Unidos. Segundo Oliveira, esses três modelos lançados em 2012 terão 15 variações de versões, principalemente a Ranger e o EcoSport. A nova geração do Focus, vendida na Europa e nos EUA, só desembarcará por aqui em 2013. (colaborou Ricardo Sant'Anna)
Blocos fabricados em Pacheco vão equipar nova geração da picape Ranger
A nova geração da picape média Ford Ranger será lançada na Argentina e no Brasil no começo de 2012
A Ford anunciou nesta terça-feira (22) a inauguração de sua nova fábrica de motores no evento que celebrou os 50 anos do Centro Industrial de Pacheco, na Argentina. Segundo a montadora, a fábrica hermana é resultado de um investimento de cerca de R$21 milhões e conta com tecnologia de ponta e capacidade para produzir 44 mil motores por ano com apenas um turno de trabalho. Os blocos produzidos na unidade irão equipar a futura geração da picape média Ranger, o primeiro veículo de plataforma global da Ford produzido no país vizinho.
Segundo a Ford, a nova fábrica simboliza a retomada da produção de motores pela Ford Argentina, que produziu a peça até meados dos anos 90. A fábrica deve gerar cerca de 140 empregos diretos e outros 100 indiretos na cadeia de produção. A montadora também está trabalhando no desenvolvimento de um parque de fornecedores nos terrenos vizinhos ao Centro Industrial de Pacheco para otimizar o abastecimento de autopeças.
A inauguração contou com a presença da presidente Cristina Kirchner e de autoridades locais.
Perto de completar 100 anos na Argentina , a nova fábrica de motores complementa o investimento de US$250 milhões anunciado no ano passado por Alan Mulally, CEO e presidente da Ford Motor Company, na Casa Rosada – a sede do governo da presidente Cristina Kirchner. Como Brasil e Argentina mantém acordo comercial pelo Mercosul, os motores produzidos na nova fábrica também devem equipar modelos que serão vendidos em breve no Brasil.
Camaçari receberá unidade que produzira modelos de até R$ 40 mil
Igor Thomaz, de Camaçari (BA)
Planta da futura fábrica da JAC Motors em Camaçari, Bahia
Mais uma vez, o estado da Bahia volta a ser o centro das atenções automotivas: o Polo Industrial de Camaçari, onde também está a Ford, foi escolhido para abrigar uma nova fábrica de automóveis. Com o investimento de R$ 900 milhões, a JAC Motors, marca de origem chinesa trazida ao País por iniciativa do empresário Sérgio Habib, terá sua nova planta (de 150 mil metros quadrados) instalada em uma área de cinco milhões de metros quadrados. A construção da unidade, que terá 80% de seu custo financiado pelo Grupo SHC e os 20% restantes investidos pela matriz, terá início no ano que vem.
“É um marco importante para a indústria automobilística brasileira, pois será a primeira montadora de automóveis de grande volume do Brasil, que produzirá modelos abaixo de R$ 40 mil, com controle totalmente nacional”, comenta Habib, acionista do Grupo SHC e presidente da JAC Motors Brasil. Segundo o empresário, a fábrica iniciará suas atividades em 2014 com capacidade para produzir 100 mil unidades por ano, em dois turnos. Além disso, a empreitada deverá criar 13,5 mil novos empregos – sendo 3,5 mil diretos. Novo carro
O modelo que será produzido no país está sendo projetado no centro de desenho que a JAC Motors possui em Turim, na Itália. O veículo será oferecido nas versões hatch e sedan, com opções de motores 1.4 VVT, do J3, e 1.5, ambos flex. “Faremos um carro novo, estamos prevendo que os primeiros modelos sairão da linha de produção em março de 2014”.
Durante a coletiva de imprensa, Habib comentou que está trabalhando nesse projeto há cerca de um ano.
Chinesa Great Wall terá fábrica no Brasil para concorrer com JAC e Chery
Diretor geral da quarta maior montadora da China diz que prepara “grande investimento” no país
Haval H6: um 14 dos modelos da Great Wall
A montadora Great Wall, a quarta maior da China, está preparando um “grande investimento” num projeto de construção de uma fábrica no Brasil – o quarto maior mercado automotivo do mundo. A afirmação é de Wang Fengying, diretor geral da companhia. Wang falou sobre o novo investimento em evento do setor automotivo na cidade chinesa de Chengdu, sem dar mais detalhes sobre a unidade fabril no Brasil, informa a agência Bloomberg.
Há duas semanas, a empresa já havia desistido de entrar no mercado brasileiro apenas exportando seus carros. Ricardo Strunz, diretor-geral da importadora CN Auto (importadora oficial das minivans Topic, da Jinbei, e Towner, da Hafei Motor), disse a EXAME.com que as negociações com a Great Wall haviam esfriado por conta do aumento de 30 pontos percentuais do IPI de carros importados.
A Great Wall há anos tem o interesse de ingressar no mercado brasileiro, principalmente agora com a grande aceitação de outras chinesas como Chery e JAC. Com a fábrica, a empresa evita o pagamento do imposto, mas deve cumprir o índice de nacionalização de peças que é de 65%.
A fábrica da Great Wall seria a terceira unidade de uma montadora chinesa, junto com Chery e JAC. A Chery lançou em julho a pedra fundamental de sua fábrica em Jacareí, localizada a 70 quilômetros da capital paulista. A unidade avaliada em 400 milhões de dólares produzirá dois modelos: os utilitários S18 e o A13, a partir de 2013, quando as obras devem ser concluídas. Serão 170.000 unidades por ano. Os outros quatro modelos que compõem o portfólio brasileiro da empresa continuarão sendo importados.
A JAC Motors anunciou na semana passada seus planos de construção de uma fábrica na Bahia em 2014, com capacidade de produzir 100.000 unidades e com 900 milhões de reais de investimentos. No mercado brasileiro desde março, o modelo J3 da JAC já vendeu mais de 20.000 unidades pelo preço de 37.900 de reais.